A Apruma-Seção Sindical do Andes-SN se solidariza com o povo venezuelano e repudia incisivamente a violenta invasão militar dos Estados Unidos na Venezuela, o que configura um duro golpe contra a soberania e a independência do seu território e daquela Nação. A invasão estadunidense não interfere somente de forma negativa na vida de milhões de venezuelanos, mas também provoca tensão e medo em toda a América Latina.
A política imperialista estadunidense, capitaneada por um megalomaníaco como Donald Trump, tem por objetivos restaurar o lema da Doutrina Monroe: “a América para os americanos”, que na prática visa a combater o avanço da influência chinesa na Região, mas também visa à interferência em quase todo o Continente, seja econômica, cultural, política e também militar, tal como ao longo de toda a Guerra Fria, período histórico em que os Estados Unidos patrocinaram ditaduras sanguinárias na América Latina, submetendo os países da região aos seus ditames.
No atual momento histórico, há uma nova-velha ordem socioeconômica global em curso, a do poder ilimitado do Capital financeiro, não apenas como modo de produção, mas como modo de destruição, com suas articulações estratégicas informacionais e também como uma ‘máquina’ de acumulação primitiva permanente, observada a partir do neoextrativismo predatório, do saque e da pilhagem dos recursos naturais valiosos em países diversos, como no caso do petróleo da Venezuela. Este país foi bombardeado com dezenas de mortos, teve seu presidente e a primeira-dama sequestrados, numa invasão que atropela o Direito Internacional e abre uma crise diplomática sem precedentes no Continente Americano.
Não podemos perder de vista que essa ordem socioeconômica tem a ver com uma nova reconfiguração do Capitalismo global, de uma repartição velada de territórios entre potências, uma reedição colonialista beligerante, agora realizada com drones de última geração e com certo silêncio apreensivo de outros países, tanto os não-aliados, como os aliados da OTAN. A invasão covarde dos Estados Unidos na Venezuela faz parte de uma racionalidade cínica que caracteriza nosso tempo, visto que Trump disse com todas as palavras que vai se apoderar das gigantescas reservas petrolíferas venezuelanas, da mesma forma que justifica sua incursão na América do Sul com o frágil argumento de guerra ao narcotráfico internacional e de preocupação com o bem-estar dos cidadãos da Venezuela.
A invasão dos Estados Unidos na Venezuela abre precedentes muito perigosos na América Latina e no mundo, qual seja: uma carta branca para a maior potência militar global interferir e agredir outros governos e nações. As ameaças por parte de Trump são públicas: Irã, Cuba, Colômbia, entre outras, mas são somente países que não se ajoelham ao Império. E o Brasil e a Amazônia não estão imunes a Trump; é preciso prestarmos muita atenção às interferências dos Estados Unidos nas eleições deste ano, já que grupos de direita e extrema direita são totalmente alinhados e submissos às suas ordens.
Nós, da Apruma-S.Sind., comprometidos(as) com a classe trabalhadora e os processos de resistência na América Latina, defendemos a autodeterminação dos povos, a ruptura com todas as formas colonialistas de poder e de dominação capitalista, a garantia da dignidade, direitos, liberdade e soberania aos povos da América Latina.
Fora Trump! América Latina Livre e Soberana!
