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69º Conad começa em São Luís com debates sobre educação pública, organização sindical e enfrentamento à extrema direita

Teve início nesta sexta-feira (3), na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís,  um dos principais espaços de deliberação do Sindicato Nacional. Com o tema “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da Balaiada: contra o imperialismo e a extrema direita”, o encontro reúne representantes de seções sindicais de todo o país para discutir os rumos da educação pública, as condições de trabalho da categoria docente e as estratégias de mobilização para os próximos desafios.

Foto: Eline Luz – ANDES-SN

 

Sediado pela Apruma Seção Sindical, o evento coloca São Luís no centro das discussões nacionais sobre a universidade pública, fortalece o intercâmbio entre docentes de diferentes regiões do país e unifica as lutas da classe trabalhadora.

A programação de abertura foi marcada por manifestações da cultura maranhense. O cantor, compositor e ator Vicente Melo apresentou a performance teatral João do Vale, o Gênio Improvável, em homenagem ao artista maranhense, emocionando os presentes. Ao longo do dia, a programação cultural também contou com a participação de Mestra Roxa e das Caixeiras do Divino, valorizando expressões tradicionais da cultura popular maranhense e promovendo a confraternização entre os docentes.

Durante a plenária de abertura, foi apresentada a composição do Conselho, que, nesta edição, reuniu 366

participantes entre delegados, observadores, monitores e representantes de instituições de ensino superior de todo o Brasil.

Entre os destaques do primeiro dia esteve o lançamento da edição nº 78 da revista Universidade e Sociedade. Também foi apresentado o relatório da Enquete Nacional sobre as Condições de Trabalho e a Saúde Docente, levantamento que subsidiará as discussões sobre a realidade da categoria e os encaminhamentos do Sindicato Nacional.

A análise de conjuntura, iniciada pela fala do professor Cláudio Mendonça, presidente do ANDES-SN, abordou os desafios enfrentados pelos movimentos sociais e sindicais no atual cenário político, econômico e social, ressaltando a necessidade de fortalecer a organização coletiva em defesa da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora.

“As políticas de ajuste fiscal no mundo, o novo sujeito neoliberal, a precarização da força de trabalho, o domínio das Big Techs e a captura de parte significativa da juventude pelas correntes neofascistas e neoliberais colocam uma enorme responsabilidade sobre nós. Nosso sindicato não deve ser omisso, nem recear defender aquilo que constitui sua tarefa histórica”, pontuou o presidente.

A programação contou ainda com um intervalo para coffee break antes da retomada dos grupos mistos, cujos debates seguiram até as 22h30. As atividades continuam neste sábado (4), até as 17h. Na sequência, o 69º Conad prossegue com as plenárias previstas até o encerramento do encontro, no domingo (5).

 

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