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44º Congresso do ANDES-SN reúne mais de 600 docentes em Salvador e define plano de lutas da categoria

O 44º Congresso do ANDES-SN foi realizado entre os dias 2 e 6 de março, no campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia, em Salvador (BA). Instância máxima de deliberação da categoria docente, o encontro reuniu 641 docentes de 93 seções sindicais de todo o país para debater a conjuntura política, os desafios da educação pública e aprovar o plano de lutas da entidade para o próximo período.

A delegação da Apruma contou com 13 participantes, dos quais 9 delegados e 4 observadores

Com o tema “Na capital da resistência, das revoltas dos Búzios e dos Malês: ANDES-SN nas lutas e nas ruas, pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita”, o congresso destacou o significado histórico da capital baiana nas lutas populares e reafirmou o compromisso da categoria com a defesa da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora.

Diretor Adjunto de Interiorização da Apruma Seção Sindical e delegado no congresso, o professor Antônio Gonçalves destacou a dimensão do encontro e seu caráter político. “Esse foi o maior congresso já realizado pelo ANDES-SN e ocorreu em uma base onde a oposição sindical está organizada para enfrentar o Proifes. Foi um congresso construído coletivamente pelo Coletivo Democracia e Luta na UFBA”, afirmou.

Prof. Antônio Gonçalves durante intervenção no 44º Congresso do ANDES-SN

Durante cinco dias de atividades, docentes de todo o país debateram a conjuntura nacional e internacional, o financiamento da educação pública, a carreira docente e as condições de trabalho nas instituições de ensino. Entre as resoluções aprovadas está a intensificação da mobilização contra a Reforma Administrativa e a construção de um calendário unificado de paralisações, em conjunto com entidades da educação federal, para pressionar o governo pelo cumprimento integral dos acordos firmados com a categoria. “Aprovamos mobilizações e paralisações para pressionar o governo pela implementação imediata dos itens pendentes do acordo de greve de 2024”, explicou o diretor da APRUMA.

O congresso também aprovou medidas para acompanhar o financiamento da educação pública, incluindo o monitoramento da tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), além de estudos sobre o impacto das emendas parlamentares no orçamento das universidades e institutos federais.

Outro ponto debatido foi o fortalecimento da democracia nas instituições de ensino. Nesse sentido, a categoria aprovou a realização de uma campanha permanente em defesa da autonomia universitária e contra a lista tríplice na escolha de dirigentes das universidades e institutos federais.

Além das pautas relacionadas à carreira e ao financiamento da educação, o encontro aprovou resoluções voltadas ao combate ao racismo, ao feminicídio e às diversas formas de opressão nas instituições de ensino, bem como a defesa de políticas de inclusão e ações afirmativas. “Deliberamos também sobre temas importantes da atualidade, como a defesa das cotas, o combate ao feminicídio e a luta pelos direitos da população LGBTQIAPN+ e de pessoas trans e travestis nas universidades”, destacou Gonçalves.

Ao final do encontro, foi aprovada a realização de um Conad extraordinário em 2026 para aprofundar o debate sobre questões organizativas e políticas do sindicato. Para o diretor da APRUMA, o congresso cumpriu um papel importante na preparação da categoria para os desafios do próximo período. “Foi um congresso que armou a categoria para os enfrentamentos em um ano eleitoral marcado pelo avanço da extrema direita e por fortes ataques aos direitos sociais”, concluiu.

 

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