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Apruma reafirma autonomia e cobranças ao Governo Federal

A defesa da democracia e a manutenção da mobilização sindical caminham lado a lado no atual cenário político brasileiro. Para a Apruma Seção Sindical, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva representa um marco fundamental para a sustentação e o fortalecimento do regime democrático no país, especialmente após anos de ataques às instituições e aos direitos sociais.

No entanto, a entidade ressalta que o papel do movimento sindical e docente permanece autônomo e focado na cobrança ostensiva por avanços. A garantia de um ambiente democrático é o ponto de partida para que as trabalhadoras e os trabalhadores sigam organizados na disputa por orçamento, valorização da carreira e fortalecimento do serviço público.

“A vitória de Lula nos garante ficar no campo democrático e aponta horizontes importantes para continuar na luta por melhorias para a classe trabalhadora e docente no Brasil. Mas essa vitória nem de longe nos faz quietos. Ela indica que devemos continuar nas ruas cobrando nossos direitos, sobretudo porque a composição do novo Congresso é ainda mais conservadora e de extrema direita, o que vai pressionar por mais ajuste fiscal e austeridade, repercutindo em ataques ao serviço público”, destaca o professor Luiz Eduardo, presidente da Apruma.

 Nesse sentido, a categoria atende ao chamado do ANDES-SN Sindicato Nacional para a Jornada de Lutas que ocorreu durante os dias  26 a 30 de outubro em Brasília (DF), pautando a defesa intransigente dos serviços públicos, a defesa do sindicalismo classista, e a cobrança pelo cumprimento integral dos acordos firmados com o governo federal e mobilizações no Congresso Nacional.

As lutas locais no âmbito da UFMA  

No plano local, as repercussões da conjuntura nacional se somam a desafios específicos dentro da Universidade Federal do Maranhão. De acordo com a avaliação da diretoria, a pressão por austeridade orçamentária no cenário federal pode agravar problemas centrais enfrentados no cotidiano acadêmico, como infraestrutura, pesquisa e extensão.

Entre os principais eixos de mobilização no âmbito da UFMA estão o cumprimento do acordo de greve, a garantia de recomposição salarial, a ampliação dos investimentos na assistência estudantil e a melhoria dos processos de progressão na carreira docente.

“Essa conjuntura nacional nos afeta diretamente. A luta pela recomposição salarial, que já enfrenta obstáculos hoje, pode se agravar. Precisamos lutar por mais investimentos na assistência estudantil, no cumprimento do acordo de greve e na garantia de um horizonte real de reajuste para os próximos anos. Nós somos um sindicato classista e nossa luta precisa ser permanente”, reforça o presidente Luiz Eduardo.

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